Pare, amor!
Peço que não continues
Isso que insistes em cantar.
(Mas, não te aflijas,
Tua voz é bonita.)
Peço-te para parar única e simplesmente
Por conta de alguns caprichos
Tolos que insisto em ter.
Veja, amor,
Sei apreciar as boas bossas,
Mas, outro amor
Já cantou uma vez
Essas mentiras para mim.
(E, não te aflijas novamente,
És única do teu jeito.)
Acontece que aquelas bossas
Não foram como desejei,
E abortado foi o sentimento,
Mais cedo do que o previsto.
É capricho meu, então,
Que não me faça recordar
Do acontecimento que não aconteceu.
É necessário que arranjemos
Outros sons, outros instrumentos,
Outros cantos.
Outras mentiras
E outras paisagens,
Essas feitas para enganar
Quem ainda acredita nessas tolices de amor.
(...)
Quem ainda acredita nessas tolices de amor?
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Fugitivo
Veio pelo encanamento, como sempre, saiu pelo chuveiro:
Me banhou e me secou,
Me vestiu e escovou.
E agora, sentado aqui,
Por pouco não me escapa da ponta do lápis.
Mas, não deixo fugir,
Não dessa vez.
De jeito algum!
Toma jeito, inspiração.
Me banhou e me secou,
Me vestiu e escovou.
E agora, sentado aqui,
Por pouco não me escapa da ponta do lápis.
Mas, não deixo fugir,
Não dessa vez.
De jeito algum!
Toma jeito, inspiração.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Cicatrizes
Que sejam essas cicatrizes
(Essas marcas mais, ou até menos, profundas,
Nas minhas mãos, pés, rosto e peito)
Fardos bem pequenos (fardinhos).
Que sejam como essas coisas pequenas,
Que se coloca na última gaveta do criado-mudo e se esquece,
Junto das revistas velhas de 1996.
Que a minha memória falhe,
E já não me sobre nomes, datas ou lugares,
E que assim eu possa recomeçar,
E fazer tudo de novo, e errar tudo de novo,
E machucar tudo de novo, e cicatrizar tudo de novo,
E começar o ciclo todo de novo.
(Essas marcas mais, ou até menos, profundas,
Nas minhas mãos, pés, rosto e peito)
Fardos bem pequenos (fardinhos).
Que sejam como essas coisas pequenas,
Que se coloca na última gaveta do criado-mudo e se esquece,
Junto das revistas velhas de 1996.
Que a minha memória falhe,
E já não me sobre nomes, datas ou lugares,
E que assim eu possa recomeçar,
E fazer tudo de novo, e errar tudo de novo,
E machucar tudo de novo, e cicatrizar tudo de novo,
E começar o ciclo todo de novo.
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