Vá lá, sem hesitar,
Enterre novamente
A cabeçorra no chão.
Cheire terra e olhe terra.
E se esconda assim,
Ao primeiro sinal de perigo.
Ao primeiro sinal de ameaça
A essa tua rotina perene.
Iluda-te tão veementemente,
Com tua tão fácil fuga.
E use teu esconderijo de morada.
E tenha sempre medo de mudar.
E perca uma vida inteira no medo.
E se arrependa no final.
(Sem já não poder desfazer o triste feito,
Numa amargura sem fim.)