sábado, 24 de agosto de 2013

Mar

Deitados na grama, na beira-mar,
O que tu és?

És o vento no rosto,
És a meia-luz da lua,
Que ilumina devagar.

És riso frouxo,
Vereda que sempre leva a bons lugares,
Dos beijos, o infindável.

És indecisão, hesitação,
Mais que isso:
És um mar de enigmas.

Dê-me chave e permissão:
Submerjo sem pensar duas vezes.

Decifro-te e devoro-te,
Mas prometo não fazer bagunça,
Nem trocar os enigmas de prateleira.

(Talvez só um pouco)

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