E os mil caminhos do mundo
É que te servem de bússola.
Teu norte magnético
Se confunde com o teu norte geográfico.
Quais segredos estão escondidos
Debaixo de tuas roupas coloridas?
E o cheiro de incenso,
Qual a sua magia?
Vejo com clareza,
Por entre a fumaça branca do teu cigarro,
Que teu destino é mesmo andar por aí.
Cigana, nem mil moedas de ouro
Comprariam essa tua fome de estrada.
Não te quero, então, presa.
Tua vida é traçada ao som da rabeca,
E o teu amor é livre
Como o movimento dos teus pés.
Não te pedirei, então, beijos apaixonados,
Nem tua estadia cobrarei.
Talvez me falte, o que em tu sobra:
Coragem de ser livre.
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