sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Velho barco

Não, tua ajuda não será nunca mais necessária por aqui.
Meus marujos, velhos lobos do mar,
Já não precisam que hasteie
Tua bandeira de trapos em meu barco.

Não toques no leme!
Não é a troco de migalhas
Que mudarei de velocidade e direção.

Serão precisos muitos saques
E barris de ouro para mim e meus marujos,
Para que um dia eu sequer deixe que nos mude de direção.

Esse velho barco segue lenta e pacientemente,
Assim foi e assim sempre será.
E mesmo que andemos por águas tormentosas,
A fé em nosso destino não nos muda a direção.

Ninguém mais aguenta tuas passadas e repassadas mentiras.
Nada mais resta aqui para tu,
Nada à bombordo, nada à estibordo,
Nada na popa, nada na proa.

Anda, suba na prancha, vil ser traidor,
Chegou a hora da celebração de tua tão esperada despedida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário