quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Alvorecer

à noite, em sonho, alvoreço

percorro curvas de um corpo desconhecido
enquanto martela na cabeça as letras de um certo punhal de prata.

sem muito esperar, mas sem muito pedir em troca

ó, mote cruel ocidental!
quero agora e sem demora.

preciso talvez de mais 30 anos
pra sentar e ver o mato crescer
só pra depois entender e saber alvorecer

assim como é quando durmo.
como é que se chega lá?


à noite, quando sonho
de novo o corpo está,

não-inerte, nada inerte

pegando fogo
ardendo em sangue nas veias

em sua dança frenética pude ver
(num colar, talhado em aço
em letras macarrônicas)
Diana também alvorecer.

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