Nossa existência é assim:
Quilométrico papel branquinho.
Nele escrevemos cada passo.
Sabe-se lá a razão.
É assim também:
Escrito à caneta,
Um explícito masoquismo.
Ora de mão leve, ora de mão pesada.
A cada erro de escrita, valha-me Deus!
Santa agonia.
Nos portamos feito loucos, quase rasgamos o papel.
A vã esperança de apagar doloroso feito.
Com um pouco de tempo
E paciência do tamanho de uma montanha,
Aprendemos a ter letra bonita
E a continuar escrevendo, apesar dos erros.
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