Fugitivos sem razão,
Sem rumo, ou mapa
Que nos mostre exatamente
Aonde se encontra o abrigo.
Prisioneiros por opção,
De uma prisão sem grades ou paredes.
Uma prisão que, na verdade, nem existe.
Presos ao que não conseguimos definir.
Algozes de nós mesmos,
Sempre a colocar mais pesos um no outro.
A torturar lentamente o que não se deve torturar.
Sem entender muito bem
Como devemos nos comportar.
Somos nós, nós dois,
(E quem mais quiser)
Tão noz, com duras cascas de orgulho,
E ao mesmo tempo tão humanos,
Ainda necessitados do devido carinho.
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