segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Poema acalanto

Ora, por que tanto choro, minha criança?
Acordou toda a casa e ainda quer mais?
Venha no colo; é dor?

É dor!
Vamos deitar assim,
Barriga com barriga,
Talvez te resolva essa cólica chata...

Agora que volta a adormecer,
Saiba que papai te ama,
Talvez não tenha certeza ainda...
Que loucura da minha parte,
Não deve nem saber o que é amor ainda!

Talvez papai fique,
Talvez papai vá embora antes do tempo,
Talvez papai adoeça e enlouqueça...

Terá que saber se virar com o que tem,
Terá que curar as cólicas sem colo ou carinho ou barriga...
O mundo não vai ter pena,
Vai te engolir na primeira oportunidade.

As pessoas não vão ter pena,
Teus anseios não passarão de bobagens romantizadas.
Teus amores não vão ter pena,
Há de saber amar com rapidez e perfeição,
Todos tem sempre muita pressa...

Esteja pronto,
Papai talvez não esteja mais aqui,
Mas certamente aceso dentro de ti,
Qual luz morna que aquece nos dias frios,
A réstia desse meu bem-querer vai estar.
Passe ela adiante...
Meu pequeno, meu amor.

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