Escrito em 06/07/12:
Esqueça, então,
Nome, telefone, endereço.
Esqueça hora, dia, mês e ano.
Esqueça música, letra e poesia.
Esqueça abraço, beijo e queijo.
Esqueça ideologia e visão.
Esqueça filme e paisagem,
Praça e praia.
Afinal, de quê serve passado?
Passado é loucura e mentira!
O futuro é que é verdade,
O futuro é que é de verdade.
No futuro tem solução e alegria.
Não tem que ter medo do futuro.
Nem tem que perder tempo com o agora.
Tem que ter que medo é desse assustador copo vazio,
Bem aí na sua frente.
Chame o garçom,
Peça-lhe mais uma dose.
Peça-lhe também outro desses sorrisos de plástico,
Esses que o Gil cantou em 68,
"Made, made, made, made in Brazil".
E, por último, ordene-lhe mais cinco mil amores.
Esqueça também os primeiros mil,
E os outros quatro mil, finja que nem viu...
O que eu mais queria era esquecer, mas as vezes é tão bom lembrar!
ResponderExcluirDe fato, mesmo tendo um quê de masoquismo. O esquecer acaba não sendo um "passar a borracha", mas um "deixar de iluminar". Sempre que necessário ligamos a lanterna e lá está tudo guardado.
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